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Transformar Inteligência Artificial em resultado para empresas exige mais do que adotar novas ferramentas. Esse foi o ponto central do evento “Inteligência Artificial Aplicada: Tendências, Soluções e Integração para o Ecossistema de Inovação”, realizado pelo Centro de Inovação Blumenau (CIB).
O encontro reuniu os especialistas Alexandre Uehara, Rafael Dalazen e Débora Silva, que abordaram diferentes aspectos da tecnologia, desde a aplicação nas empresas até o uso de dados e a criação de novos negócios.
Uehara, analista do programa Shark Tank, destacou que a IA precisa estar relacionada a resultados concretos, como aumento de receitas ou redução de custos. Segundo ele, a tecnologia também pode permitir que empresas ampliem suas operações sem elevar os custos na mesma proporção.
Durante a apresentação, ele citou empresas digitais como o Nubank para mostrar a diferença na estrutura de investimentos em tecnologia em relação a negócios tradicionais. Para Uehara, à medida que ferramentas de IA se tornam mais acessíveis, a tecnologia tende a deixar de ser um diferencial por si só.
Outro ponto destacado foi a necessidade de supervisão humana. Sistemas de IA podem cometer erros e, mesmo quando determinadas tarefas são automatizadas, as decisões e suas consequências continuam sob responsabilidade das pessoas.
Dados são parte central da IA
Rafael Dalazen, especialista em engenharia de dados e Inteligência Artificial, mostrou que a tecnologia não começou com os atuais sistemas generativos. Aplicações presentes no cotidiano, como Google Maps, YouTube e sistemas de previsão do tempo, já utilizam recursos de IA há anos.
Ele também apresentou diferentes aplicações da tecnologia. Machine learning pode ser usado para prever churn e recomendar produtos, enquanto deep learning permite analisar imagens e identificar falhas em processos industriais. Já a IA generativa possui aplicações especialmente ligadas à criação de conteúdo.
Para Dalazen, a qualidade dos dados é determinante para os resultados obtidos. Ele também destacou a importância de instruções claras, sem ambiguidades, com contexto, tarefa e exemplos bem definidos.
Empreendedorismo começa pelo problema
A empreendedora Débora Silva levou a discussão para a criação de negócios. A proposta apresentada por ela parte da identificação de um problema antes da escolha da tecnologia que será utilizada para solucioná-lo.
Na visão apresentada durante o evento, situações caras, demoradas, complexas ou repetitivas podem revelar oportunidades. A partir da identificação dessas dificuldades, a IA pode ser utilizada para ampliar a análise e ajudar na construção de soluções.
Débora apresentou ainda o Método Ponte, desenvolvido para conduzir o processo entre a identificação de um problema e a transformação dessa necessidade em uma oportunidade de negócio.
CIB conecta inovação no Vale do Itajaí
Segundo informações do Centro de Inovação Blumenau (CIB), o espaço atua como um hub regional que conecta poder público, empresas, universidades e terceiro setor para desenvolver negócios inovadores.
Em cinco anos de operação, as startups residentes no CIB ultrapassaram R$ 18 milhões em investimentos e a entidade afirma ter impactado mais de 111 mil pessoas no período.
O CIB é administrado pelo Instituto Gene e desenvolve ações em 11 municípios da área de abrangência da Associação dos Municípios do Vale Europeu (AMVE): Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Blumenau, Doutor Pedrinho, Gaspar, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.





