Abstenção massiva pode virar ponto de inflexão nas eleições presidenciais

Redação Site de Blumenau

A alta taxa de abstenção pode ser decisiva nas próximas eleições presidenciais, segundo análise do Informe Blumenau. Com apenas dois candidatos na disputa, o voto de quem costuma ficar em casa ganha peso extra.

Em média, 20 % do eleitorado nacional opta por não comparecer às urnas. Esse contingente representa um número expressivo de eleitores indecisos ou desiludidos.

No primeiro turno de 2022, mais de 32 milhões de brasileiros deixaram de votar. Em Santa Catarina, 1.012.343 eleitores — 18,46 % dos 5.484.339 habilitados — permaneceram ausentes.

A vitória de Lula na mesma eleição foi alcançada com uma margem de 2.139.695 votos. Os estados do Sudeste, sobretudo Minas Gerais, registraram as maiores taxas de abstenção, enquanto a região Sul manteve média semelhante à de Santa Catarina, pouco abaixo de 20 %.

O grande desafio agora é mobilizar esse eleitorado desengajado em um cenário polarizado, onde as opções são duas alternativas antagônicas. A descrença diária na classe política e no sistema eleitoral dificulta a tarefa, sem soluções simples à vista.

Em artigo publicado no Informe Blumenau, Alexandre Gonçalves destaca que a participação cidadã será o verdadeiro termômetro da legitimidade do próximo pleito. A mobilização dos abstêmios poderá mudar o rumo da disputa presidencial.

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