Blumenau enfrenta um impasse preocupante na prevenção de cheias, com R$ 9,7 milhões do Governo de Santa Catarina destinados a obras cruciais que seguem sem previsão de início. A situação foi revelada pelo secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Carlos Menestrina, durante questionamentos na Câmara de Vereadores em 15 de outubro de 2026, conforme noticiado por O Blumenauense.
Os recursos, anunciados no ano passado, visam o desassoreamento de cinco ribeirões – Testo, Garcia, Itoupavas, da Velha e Fortaleza – além de intervenções no canal extravasor do Ribeirão Fortaleza. Contudo, a Prefeitura ainda não concluiu o processo licitatório e o licenciamento ambiental necessários para a contratação dos serviços. O valor exato dos recursos estaduais é de R$ 9,765 milhões, conforme apurado pelo Informe Blumenau.
O vereador Diego Nasato (NOVO) expressou forte preocupação com a inação, especialmente diante do fenômeno El Niño, questionando a demora na contratação. Ele criticou a gestão municipal, comparando a situação de Blumenau com a agilidade de Pomerode, que já iniciou o desassoreamento do Rio do Testo. Enquanto Blumenau ainda lida com burocracia, Pomerode, que recebeu recursos estaduais depois, já tem 40% das obras concluídas, antecipando procedimentos e obtendo dispensa de licenciamento ambiental por urgência.
O secretário de Governo e Defesa Civil de Pomerode, Mike Andrew Moretti, destacou a prioridade dada à prevenção, com antecipação de projetos e busca ativa de soluções administrativas. Em Blumenau, embora a Defesa Civil tenha realizado limpeza e desobstrução em 17 pontos, nenhum curso d’água passou por desassoreamento até a sessão de 15 de outubro de 2026, segundo o Informe Blumenau. Para o Ribeirão Fortaleza, a Defesa Civil defendeu uma ponte após 2017, mas o custo estimado supera os R$ 2 milhões estaduais disponíveis, conforme o Informe Blumenau.
Apesar dos esclarecimentos do secretário Menestrina, a Câmara de Vereadores encerrou a sessão sem um cronograma definido para o início das obras em Blumenau. Os recursos estaduais permanecem disponíveis, mas a efetivação das intervenções depende da conclusão dos trâmites administrativos e ambientais, mantendo a cidade vulnerável.





