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FIESC Alerta: Redução da Jornada de Trabalho Ameaça Empregos e Eleva Preços em Santa Catarina

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A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) avalia que a aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal, que propõe a redução da escala 6×1 e da jornada de trabalho, representa um equívoco com sérias consequências econômicas para o Brasil. Conforme noticiado por Alexandre Gonçalves no Informe Blumenau, a entidade prevê impactos negativos significativos, especialmente para o estado de Santa Catarina.

Um estudo detalhado da FIESC aponta que, em Santa Catarina, a redução da jornada de trabalho elevaria os custos do trabalho em 11,4%, com o risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado. Desse total, 19,1 mil postos seriam perdidos somente na indústria, resultando em um impacto negativo de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) catarinense. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, enfatiza que “a imposição de uma mudança generalizada por via constitucional ignora a diversidade do setor produtivo e pode desequilibrar a sustentabilidade financeira das empresas”, alertando que os pequenos e médios negócios serão os mais afetados.

Em um cenário já desafiador pela escassez de mão de obra qualificada no estado, a obrigatoriedade de novas contratações tende a inviabilizar empresas de menor porte e a pressionar os preços dos produtos, alimentando a inflação. A FIESC também alerta que o encarecimento do emprego formal pode estimular a informalidade e a perda de postos de trabalho com carteira assinada. Gilberto Seleme explica que “o setor produtivo vai repassar esses custos para os preços de seus produtos e serviços. No fim das contas, o cidadão vai sentir no supermercado que o custo de vida no Brasil ficará mais caro”.

Para a FIESC, que tem sua sede em Florianópolis e compõe o Sistema FIESC junto ao SESI, SENAI e IEL, a negociação coletiva entre sindicatos de empregadores e trabalhadores já oferecia a flexibilidade para acordos de jornadas e escalas diferenciadas, considerando as particularidades de cada setor. A Federação reitera que mudanças sustentáveis na jornada de trabalho são viáveis apenas quando atreladas a ganhos reais de produtividade, inovação e automação, e não por imposição legislativa.

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