Um final antológico nas 500 milhas de Indianápolis
A Indy voltou às pistas para a realização da lendária e tradicional 500 Milhas de Indianápolis. É a edição de número 110 da prova. No Indianapolis Motor Speedway, a corrida foi a sétima da temporada da NTT IndyCar Series.
A pole position foi de Alex Palou, com velocidade final de 373 km/h. Um teste aberto com todos os pilotos foi realizado no mês de abril, incluindo a orientação para novatos.
Todos os carros utilizaram o chassi Dallara DW12 específico, com o kit aerodinâmico universal VAK-18 e o aeroscreen adotado em 2020. Honda e Chevrolet são as fornecedoras de motores, enquanto a Firestone é a fornecedora oficial de pneus.
No total, alinharam no grid 33 pilotos. As 500 Milhas foram disputadas em 200 voltas. Cada volta no circuito oval possui 2,5 milhas (cerca de 4 km), com superfície de asfalto e tijolos na linha de chegada, mantendo a tradição do circuito inaugurado em 1909.
A corrida é considerada parte da tríplice coroa do automobilismo mundial, ao lado das 24 Horas de Le Mans e do GP de Mônaco de Fórmula 1.
Os carros em Indianápolis atingem velocidades médias de classificação superiores a 370 km/h. O circuito é percorrido em sentido anti-horário, com quatro curvas e duas longas retas, sendo um dos mais antigos dos Estados Unidos e do mundo.
Por tradição, o grid de largada conta com 33 carros alinhados em 11 filas de três veículos cada.
Corrida
Após pouco mais de três horas de corrida, Felix Rosenqvist foi o grande vencedor da Indy 500. Em um dos finais mais inacreditáveis da história, o sueco bateu David Malukas por apenas 18 milésimos de segundo na linha de chegada.
Rosenqvist soube poupar o carro durante a prova, trabalhando muito bem a estratégia da equipe ao longo da corrida. Ele assumiu a liderança faltando apenas 16 voltas para o fim.
Quando caminhava para o triunfo, veio a bandeira vermelha após a batida do brasileiro Caio Collet. A prova ficou interrompida por alguns minutos.
Na relargada, David Malukas assumiu a liderança, outro piloto que fez uma corrida excepcional. Porém, na última volta, aproveitando muito bem o vácuo do carro de Malukas, Rosenqvist ultrapassou na linha de chegada, vencendo a corrida por apenas 18 milésimos.
Com a vitória, o sueco embolsa um prêmio de US$ 4,3 milhões, marcando seu nome na história da Indy 500.
A única presença feminina no grid, Katherine Legge, abandonou a prova, assim como os brasileiros Hélio Castroneves e Caio Collet.
A Indy volta às pistas no dia 31 de maio, com a realização do GP de Detroit.





