Uma proposta legislativa para revogar a denominação oficial de Região Metropolitana do Vale Europeu gerou uma onda de repúdio no setor produtivo local. Entidades empresariais de Blumenau e do Vale do Itajaí, como o SIHORBS – Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares – e a Intersindical Empresarial, manifestaram-se contra o projeto, defendendo a manutenção do nome.
A iniciativa partiu do deputado estadual Marquito (PSOL), de Florianópolis. Ele argumenta que a expressão “Vale Europeu” privilegiaria apenas uma parte da formação histórica da região, ignorando a contribuição dos povos indígenas. Com isso, o projeto visa restabelecer o nome “Região Metropolitana do Vale do Itajaí”.
Em resposta, o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), membro da Bancada do Vale do Itajaí na Assembleia Legislativa, já anunciou que atuará pela rejeição da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo Bernardes, a reação das entidades mostra que a defesa do “Vale Europeu” transcende o debate político e representa um sentimento compartilhado pela população, sendo uma marca consolidada para o turismo, cultura e negócios na região.
Napoleão Bernardes esclarece que a legislação estadual já organiza o território de Santa Catarina com o Vale do Itajaí sendo a macrorregião, que engloba três regiões metropolitanas distintas: Vale Europeu, Alto Vale do Itajaí e Foz do Rio Itajaí. Ele enfatiza que o reconhecimento da herança europeia não anula outras contribuições históricas, citando que o próprio nome “Itajaí” é de origem tupi-guarani.
Para o parlamentar, a valorização das contribuições de imigrantes alemães, italianos, austríacos e poloneses não significa apagar a história indígena, mas reconhecer a diversidade que construiu a região. O nome “Vale Europeu” consolidou-se nas últimas décadas como uma importante marca turística e cultural, associada a municípios como Blumenau, Pomerode, Timbó, Gaspar, Brusque e Indaial, conhecidos por suas tradições e festas típicas.
As informações são de Fernando Krieger.





